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Conespi é contra extinção da Secretaria de Trabalho e Renda

Conespi

Publicada em 03/03/21 as 16:27h por Danilo Telles - 229 visualizações

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O presidente do Instituto Conespi, Wagner da Silveira, o Juca, entrega o documento da entidade ao secretário Carlos Beltrame  (Foto: Divulgação - CONESPI)

Prefeito quer incorporar pasta à Secretaria de Desenvolvimento Econômico.


O Instituto Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba) é contrário a incorporação da Secretaria de Trabalho e Renda (Semtre) pela de Desenvolvimento Econômico, que na prática representa a sua extinção, juntamente com a de Turismo. A posição da entidade relatada em documento, dirigida ao prefeito Luciano Almeida, foi entregue nesta manhã de quarta-feira, 03 de março, pelo presidente do Conespi, Wagner da Silveira, o Juca dos Metalúrgicos, ao secretário de Governo, Carlos Beltrame, durante encontro do qual também participaram o vice-presidente do Conespi, José Antonio Fernandes Paiva, e os presidentes dos Sindicatos de Alimentação, Fânio Luis Gomes; do Comércio, Vitor Roberto, e dos Trabalhadores nas Indústrias do Papel, Papelão e Cortiça, Emerson Cavalheiro, que também integram a direção do Conespi.


Conforme o documento que nesta quinta-feira, 04 de março, também será entregue ao presidente da Câmara de Vereadores, Gilmar Rotta, onde já tramita projeto do executivo que incorpora a Semtre e a Secretaria de Turismo à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, o presidente do Conespi deixa claro que  “a posição não é à toa, mas porque a Semtre tem um protagonismo próprio e desenvolvido políticas voltadas para a preparação tanto do trabalhador para o mercado de trabalho, assim como para estreitar relações com o mundo do trabalho e desenvolve ações que fortaleçam a geração de novas e melhores oportunidades de trabalho e renda”.


O vice-presidente do Conespi, José Antonio Fernandes Paiva, lamenta que a posição da atual administração foi tomada sem ouvir os trabalhadores, os maiores interessados no bom funcionamento das políticas praticadas pela Semtre, deixando que a posição não tem nenhuma conotação política, uma vez que as eleições já aconteceram e a cidade tem um novo prefeito. “Nos próximos dias, em função do agravamento da pandemia, corremos grande risco de termos mais 10 mil empregos extintos na cidade e não somos chamados para discutir saídas, em que a Semtre e o Conespi devem estar à frente desta discussão”, ressalta.


O Conespi, que representa cerca de 200 mil trabalhadores da ativa e aposentados em Piracicaba e região, enfatiza ainda no documento que “a Secretaria de Trabalho e Renda, com uma história de ações de mais de 15 anos, pelo importante trabalho desenvolvido ao longo de todo este período, se tornou referência estadual e até nacional, sendo visitada por diversos representantes municipais que buscaram subsídios para implantar o mesmo projeto em seus municípios”. É destacado que isso não ocorre por acaso, mas porque desenvolve importante trabalho, “seja coordenando ações para a promoção de cursos de qualificação e requalificação de trabalhadores, assim como estreitando relações com o mercado de trabalho, debatendo e promovendo políticas públicas para o mundo do trabalho, em parceria com a Comissão Municipal de Trabalho e Emprego e entidades patronais e acadêmicas, enfim, uma pasta com um olhar focado na visão do trabalhador, e que nos últimos anos vinha sendo comandada por representantes dos trabalhadores”. 


No documento é ressaltado que “nesse momento em que o país atravessa, com uma grave crise econômica, com mais de 14 milhões de trabalhadores desempregados, sendo mais de 30 mil em Piracicaba, reduzir o foco do mundo do trabalho, o que certamente ocorrerá com esta unificação de secretaria, não tem o apoio do Conespi, que defende, sim, o fortalecimento das ações voltadas para a geração de trabalho e renda, que garantem a cidadania dos nossos trabalhadores”. Também é destacado que a Semtre, ao longo destes anos, vem realizando importantes serviços como: Cat (intermediação de mão de obra / seguro desemprego / emissão de carteira de trabalho; convênio com o Ministério do Trabalho inclusive para o desenvolvimento desses serviços; abertura e encerramento do MEI; coordenação do Banco do Povo Paulista,  voltado a empréstimos para empreendedores, assim como promoção de cursos para qualificação Profissional, além de atuar junto à economia informal, na regularização de todos os ambulantes da cidade.


Apesar das argumentações do secretário Carlos Beltrame, de que os projetos da Semtre serão mantidos, o Conespi pede que o prefeito Luciano Almeida reveja a sua posição e abra diálogo com o Instituto Conespi para que possa ser construído novos horizontes voltados ao bem-estar dos trabalhadores. “A história da Secretaria de Trabalho e Renda, que gerou milhares de empregos, através da qualificação e requalificação de trabalhadores, não pode ser jogada fora”, diz Juca, que defende uma abertura de diálogo com a administração municipal em defesa dos interesses dos trabalhadores. 




O secretário Carlos Beltrame lê documento entregue pelo Instituto Conespi dirigido ao prefeito Luciano Almeida, pedindo abertura de diálogo



Na reunião, os dirigentes do Instituto Conespi ressaltaram a importância das ações desenvolvidas pela Semtre







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