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    Piracicaba

Live marcou dia da Trabalhadora e do Trabalhador Doméstico

Rai

Publicada em 30/04/21 as 18:12h por Danilo Telles - 134 visualizações

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Atividade, que ocorreu na Câmara dos Vereadores, foi transmitida diretamente do plenário.  (Foto: Divulgação )

O dia da trabalhadora e do trabalhador doméstico – que demarcou a luta histórica dessas trabalhadoras e desses trabalhadores por melhores condições de trabalho e por respeito à categoria – foi celebrado na última terça-feira, dia 27/04, na Câmara de Vereadores de Piracicaba em atividade coordenada pela vereadora Rai de Almeida (PT).


 

Intitulada "Direitos e Lutas das Trabalhadoras Domésticas", a atividade contou com a participação de três nomes de destaque ligados à causa do trabalho doméstico nos contextos local, estadual e nacional: Eliete Ferreira da Silva (coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos de Piracicaba), Francisco Xavier de Santana (diretor do Sindoméstico Bahia e da Fenatrad/CNTD) e Zenilda Ruiz da Silva Silveira (coordenadora jurídica, apoiadora e defensora dos direitos trabalhistas).

 

Abrindo a sessão, a vereadora Rai de Almeida ressaltou a importância de se falar em direitos, nas lutas e no cotidiano desses e dessas trabalhadoras. Em seguida, Eliete Ferreira da Silva chamou a atenção de todos para a triste constatação de que a “trabalhadora doméstica vive numa escravidão moderna”, e afirmou que “a sociedade não consegue ver o trabalho doméstico como profissão”.

 

Refletindo acerca das dificuldades vividas em tempos de Covid-19, a vereadora Rai de Almeida lembrou que as trabalhadoras e trabalhadores domésticos foram os que mais perderam postos de trabalho durante a pandemia até o momento. Nesse sentido, a vereadora lembrou também que as condições desses trabalhadores e trabalhadoras chegaram, em muitos casos, a ser análoga à escravidão – uma vez que não foram poucos os patrões e patroas pelo Brasil que “invibializaram as condições de transporte para seus trabalhadores, proibindo que esses profissionais usassem transporte público, por conta do medo da pandemia, e mantiveram esses profissionais praticamente presos nas casas em que trabalham” – disse Rai.

 

Contando um pouco sobre sua história de vida e de trabalhador doméstico, Francisco Xavier de Santana – que iniciou sua vida como doméstico, na Bahia, ainda durante a pré-adolescência – ao dar seu depoimento sobre como a vida dos trabalhadores e trabalhadoras domésticos é difícil, afirmou que esse trabalhador é quase sempre “levado a uma situação de trabalho tal que a gente naturaliza a situação de violência pela qual se passa, por que a gente não dá conta da violência que está sendo praticada com a gente.”

 

Francisco também revelou que, trabalhando nas casas das pessoas e participando como funcionário da vida de uma família que não é a própria desse funcionário, o cotidiano desses trabalhadores também sofre com jogos psicológicos e afetivos. “A sociedade, ela usa os sentimentos para nos envolver” – disse Francisco. Nesse sentido, Rai de Almeida observou que “o sofrimento e a falta de condições das trabalhadoras e trabalhadores domésticos é sempre invisível.”

 

Nessa trilha, Zenilda Ruiz da Silva Silveira citou casos em que trabalhadoras chegaram a trabalhar até 18 horas por dia. Segundo ela, dentre tantos absurdos e situações de violação dos direitos das trabalhadoras já registrados, há um sem-fim de ocorrências terríveis, como a vivida por  uma trabalhadora doméstica que precisava servir aos “patrões madrugada adentro e estar em pé, logo pela manhã, para preparar o café” – relatou Zenilda.

 

Ainda segundo Zenilda Silveira, “o empregador não aceita que a trabalhadora doméstica tenha hora extra” – sendo essa profissional, via de regra, lesada. Zenilda afirma que não há fiscalização alguma no trabalho doméstico, sendo essa uma luta constante travada pela categoria. “É muito difícil ter de provar todos os dias que trabalhadoras domésticos têm lei”, declarou Zenilda.

 

Para Elite da Silva, em relação a processos trabalhistas as trabalhadoras precisam sempre lembrar que, infelizmente, “quem vai julgar os processos é um patrão ou uma patroa.” Para Elite, é preciso conscientizar as trabalhadoras, fazer rodas de conversas com elas, “falar com elas sobre seus direitos, informá-las e fazer seminários”. Ao final de sua fala, Elite propôs à vereadora Rai organizarem juntas, na Câmara, rodas de conversas com as trabalhadoras e os trabalhadores domésticos com frequência.

 

Ao final da live, que durou uma hora e meia, Rai lembrou ainda que o dia 27 de abril, dia da trabalhadora doméstica, rememora o dia de Santa Zita – padroeira dessas trabalhadoras. Rai também renovou seu empenho em torno da luta pelos direitos dessa categoria e afirmou que “todos e todas precisamos de um mundo mais justo, mais igual, mais solidário e mais humano”- e que é necessário lutarmos para se “eliminar a exploração de qualquer forma de trabalho para que possamos viver, um dia, em uma sociedade de iguais”.

 






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